terça-feira, 13 de outubro de 2009

Planetary 27 em resumo (finalmente).


Pronto o mundo já pode chegar ao seu fim em 2012 , pois enfim tudo está completo, "em parte conhecíamos" agora vemos o que é completo, acha que estou exagerando? (então vc não leu Planetary). Deixo-vos com o resumo da ultima edição



"Finalmente a última edição de Planetary e se ela não é a melhor, talvez seja a que mais Warren Ellis teve de estudar para escrever. Precisa falar que vem spoilers de montão e que eu vou resumir a edição inteira?

Começamos a edição um ano após a queda (literal) de Randall Dowling e os Quatro. O mundo, como Elijah havia prometido, mudou. Todas as tecnologias de Dowling estão sendo divididas com o povo através da Fundação Planetary ou a Corporação Hark. Sistemas de comunicação intra espacial instantânea, tecidos de hiper colimação para escudos anti bombas, "Estações de Vida" que proporcionam água, proteinas, calor e luz de graça para a população são algumas dessas tecnologias em uso.
Porém, apenas um ano após a última edição, apenas 20% dos dados de Dowling haviam sido analisados e Elijah não está feliz com isso. Juntando-se a Jakita e o Baterista, eles começam a rever os eventos da morte de Ambrose Chase. Desde a criação do universo ficcional até a invasão e Ambrose sendo baleado. Só que o Baterista diz que, como Ambrose pode manipular a realidade a seu bem entender, ele pode muito bem ter se prendido em uma bolha de tempo congelado e ainda estar lá, evitando morrer. Elijah e o Baterista ficam conversando sobre isso e Jakita está mais entediada que o normal.
Ainda, o Baterista diz que Dowling tinha uma teoria sobre viagem no tempo, que nunca havia sido aplicada, porém estava totalmente montada em seus arquivos. Só que, para ele, ela não ajudaria, porque não dá para voltar no tempo. Eles só poderiam voltar no tempo até no momento em que ligassem a máquina, colapsando todos os futuros possíveis em um só, afinal, no momento em que ligassem ela, as incertezas da realidade deixariam de existir, ficando apenas aquele futuro e passado certos, o que poderia causar um estrago enorme no tecido da realidade.
Todos aqueles que tivessem acesso à Máquina do Tempo no futuro só poderiam voltar até o momento em que esta fosse ligada, o que iria causar com que todos os futuros possíveis que colapsaram surgissem naquele exato momento para ver a criação da viagem no tempo.

No local onde Ambrose foi baleado, a nave que viajou ao universo ficcional ainda está no hangar, só que dessa vez a operação é do Planetary e todos estão criando suas teorias sobre o uso da máquina do tempo e de como salvar Ambrose. O Baterista precisa inicialmente verificar a presença de radição residual que acusem a presença de Ambrose preso na sua bolha fora da realidade. Depois disso, para energizar a máquina do tempo, eles precisam de enormes quantidades de energia. Agora é que Ellis faz o leitor ter uma leve viagem no ácido.

Se Ambrose estiver lá, ele estará gerando algo conhecido por Espuma Quântica, que é sinal externo de algo estranho e desfigurante está afetando a realidade. Se ela puder ser visualizada, parecerá com centenas de tornados dentro de uma caixa. Esse vórtice criam vácuos que geram energia chamada energia de ponto zero, ou seja, energia que vem de lugar nenhum, ou seja, Ambrose vem gerando energia para salvar a si mesmo desde o princípio.
Após isso, o Baterista fala sobre o loop de luz que será usado para abrir o portal da máquina do tempo e trazer Ambrose para o futuro usando as próprias energias dele. Enquanto conversam, o grupo de investigadores do Planetary acha o ponto em que a radiação está concentrada e é precisamente onde o Baterista havia dito que Ambrose havia sumido. Enquanto os sistemas de imagem são instalados, Jakita e Snow conversam. Ele está extremamente irritada por não poder acertar ninguém e sabe que isso é muito superficial da parte dela.
O Baterista começa os procedimentos e vemos tudo como ele descreveu, a espuma quântica e de dentro dela, uma forma que mostra Ambrose na pose em que estava quando desapareceu.

Com a confirmação de que Ambrose está vivo, eles montam a máquina do tempo ao redor do local e preparam seu uso. O Baterista ainda tem suas dúvidas, mas Snow diz para ele se preocupar com a máquina e os gatos dele (se referindo ao gato de Schrodinger) que ele se preocupa com o futuro. Antes que o Baterista acione a máquina, Elijah diz que ele e o sr. Heisenberg irão acionar a máquina (Heisenberg é o criador da Teoria da Incerteza que, em escala microscópica, trata da incerteza a respeito da posição de uma partícula se tivermos muita certeza de outra que está próxima dela, o que basicamente implica que a certeza do observador se traduz na incerteza da posição da partícula ou sistema), ou seja, Elijah está usando o Princípio da Incerteza ao seu favor por, simplesmente não ter a mínima idéia do que poderá acontecer, tentando aumentar as chances de que o resultado sejam previsíveis conforme a sua intenção.

Ao acionarem a máquina, diversos portais surgem à volta deles e de dentro, várias versões de Jakita, Snow e o Baterista surgem de diversos futuros. Todos para observar a tentativa de resgate de Ambrose Chase. O Baterista consegue estourar a bolha de probabilidade de Ambrose. A máquina começa a desmontar e Jakita pula e a segura até o final do processo quando ela desaba sobre o local onde está a equipe de resgate do Planetary, esfriando o local. Então, como planejado, Ambrose surge, no estado em que se encontrava quando sumiu. A equipe médica age e o estabiliza, mas ele precisa de cirurgia para sobreviver.

Então, surge dos portais uma versão de Ambrose que agradece a Elijah por lhe devolver a vida. E enquanto todos os outros voltam a seus devidos futuros, Elijah diz ao Ambrose salvo que ele só perdeu alguns anos de vida e que agora eles terão um grande futuro a sua frente.

Terminando assim uma das melhores séries de todos os tempos, muitos podem pensar que Ellis pregou uma peça nos leitores, mas, na verdade, o que ele fez foi simplesmente amarrar e mostrar como se poderia salvar Ambrose Chase. Na verdade, essa edição está mais para um epílogo da edição #26 do qualquer outra coisa. Ela não é uma continuação, mas simplesmente foi feita para amarrar a única ponta solta que faltava, que no caso era o salvamento de Ambrose Chase, e isso foi feito maravilhosamente, sem enrolação e sem desviar do assunto.
Os interesses de Elijah Snow e do Planetary foram cumpridos. O mundo é um lugar melhor graças a eles e agora, apenas faltava salvar um amigo perdido enquanto lutava contra aqueles que tornavam o mundo miserável. A estória se fechou harmoniosamente com essa edição, Encerrando A melhor série em quadrinhos dos últimos 20 anos e a melhor depois de Watchmen."

"-Este é um Mundo estranho, vamos mantê-lo assim"
Elijah Snow (personagem de Warren Ellis)


Creditos: Ambrosia, Texto: Jr Dib;

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Darwin estava errado? (os erros do evolucionismo)

Por: João Deyvid;

Por anos a Teoria Evolucionista tem sido apresentada nas escolas, universidades e outros estabelecimentos educacionais com o peso de verdade científica, mas na verdade ela é apenas uma Teoria assim como o Criacionismo, essas duas são as vertentes principais para explicar a criação do universo e do ser humano; porém antes de sair por aí dizendo aos outros como o evolucionismo "provou" que o "homem veio do macaco", seria interessante considerar o que de fato afirma as duas correntes teóricas e os furos que o evolucionismo tem, ou melhor dizendo, quais são suas contradições com as leis científicas.
Charles Darwin verificou que há variações de animais da mesma espécie e teorizou que "a matéria levou formas unicelulares a formas mais complexas", através de sucessivas transformações ocorridas durante milhões de anos. A isto chamou seleção natural.

O evolucionismo não se encontra em conformidade com conceitos básicos do conhecimento científico, leis que regem todo o funcionamento do Universo. É preciso ter mais fé para crer no Evolucionismo que no Criacionismo. Analise bem:
I - A teoria fere as leis da termodinâmica. Há duas Leis da Termodinâmica que comprometem a Teoria da Evolução: A Lei da Conservação da energia e a Lei da Termo II
A Lei da Conservação de Energia. Ela nos diz que a energia não poder ser criada nem destruída, mas pode adquirir várias formas, inclusive a massa.

A Lei da Termo II, A Segunda Lei (Termo II ou Lei de Transformação de Energia) afirma que a energia se move em níveis mais organizados para níveis menos organizados. A Termo II age ficando com menos do que antes. A energia "perdida" é acumulada na forma de uma energia indisponível, a qual mede o grau de desordem de um certo sistema. Essa energia é chamada de entropia.
II - A teoria fere a Lei da Biogênese; Essa Lei, do francês Louis Pasteur afirma, que matéria inanimada não pode criar materia animada, mas matéria animada pode criar ambos tipos de matéria, então a vida não poderia surgir de uma explosão (só algo vivo pode gerar outra vida).
III - A teoria fere a Lei de Causa e Efeito. A Lei da Causa e Efeito diz que "nenhum efeito é qualitativamente ou quantitativamente superior à causa". Portanto, uma ameba não pode produzir um homem, nem tampouco o "big bang" poderia criar a complexidade do universo.
Como diria Elijah Snow (personagem do Warren Ellis) "Este é um mundo estranho"; por que a teoria que mais entra em desacordo com as leis estabelecidas pela ciência é a mais difundida como sendo verdadeira? a verdade é que há um grande esforço em acreditar que existe uma explicação plausível para o universo criado sem a existência de um "Deus", um esforço tão grande que atropela a própria física e biologia.


domingo, 11 de outubro de 2009

Cinema

Surrogates (Substitutos)

Por: João Deyvid;



Está nos cinemas a adaptação da HQ Surrogates - de Robert Venditti e Brett Weldele, publicada nos EUA pela Top Shelf em 2005.
Na trama, ambientada em 2054, quase todo mundo trocou sua vida normal pelos androides substitutos da Virtual Self, que fazem tudo sem que você tenha que sair de casa. Um terrorista tecnológico, porém, quer sabotar esse novo mundo perfeito, e começa a assassinar os androides. Cabe a dois policiais impedi-lo - um homem de verdade (Bruce Willis), que evidentemente cuida do caso à distância, e a sua cópia-androide, que fica com todo o trabalho pesado.
Os roteiristas Michael Ferris e John Brancanato e o diretor Jonathan Mostow, mesmo time de O exterminador do futuro 3, são os responsáveis por Surrogates. A estreia acontece no Brasil em 9 de outubro, com o título Substitutos.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Warren Ellis Ensina a Roteirizar

por: joão Deyvid;



É com grande prazer que vos apresento o mestre da escrita, conhecido como "o Inglês maluco" o genial Warren Ellis; no texto a seguir Ellis ensina a receita do sucesso (no sentido qualitativo) de um roteiro, fiquem agora com o melhor:

"A pergunta que mais me fazem é "que conselho você pode me dar sobre escrever Quadrinhos?" Os detalhes variam e, às vezes, há uma questão que se segue. Mas é a mesma pergunta de cara.
Bem, veja. Há alguns lugares diferentes sobre escrever quadrinhos no meu site. Que é http://www.warrenellis.com/. Fácil achar. Os artigos estão na seção "Writing" [Escrever], e na área "Gutters" ["calhas", ou os "brancos" entre um quadrinho e outro] da seção sobre escrita. Dê uma olhada nelas.
Mas o que vou fazer aqui, só para ser um Cara Legal e te ajudar, é dar a você o Guia do Blefador para Digitar Histórias Com Poucas Palavras e Desenhos Grandes. Que é o termo técnico para Histórias em Quadrinhos que Scott McCloud deixou de fora no seu DESVENDANDO OS QUADRINHOS [UNDERSTANDING COMICS].
Não, sério.
1. PREPARAÇÃO
Tranque seus gibis num armário por enquanto. Você vai à biblioteca. Não se pode aprender a escrever lendo gibis. Você vai ler alguns livros de verdade por enquanto. Assim é como todo escritor que conheço aprendeu a escrever: estudando grandes escritores e aplicando as lições aprendidas para seus próprios interesses e objetivos. Você não conseguiu Alan Moore sem Thomas Pynchon, você não conseguiu Eddie Campbell sem Henry Miller, nenhum Grant Morrison sem William Burroughs. Olhe o modo como escritores sérios estruturam suas histórias. Olhe o modo como apresentam o diálogo. Olhe os efeitos que eles conjuram, e esquematize como eles fazem isso. Fique um tempo com Dickens. É, é, eu sei. Cale a boca. Ele tem aplicação especial nos Quadrinhos, porque Quadrinhos ainda são uma forma seriada, e Dickens é o escritor da língua inglesa mais eficiente neste formato que já existiu. O ponto é: entenda como os meninos e meninas grandes colocam palavras juntas no Mundo Real. Ache o que você gosta. Encontre o que funciona para você. E traga isso de volta.
Agora você pode desenterrar seus gibis de novo. Porque você vai destruir suas chances de jamais ter um simples divertimento com eles de novo. Você vai se sentar com aqueles que acha que são realmente bons e vai rasgá-los para descobrir o que está dentro deles. Frank Miller não conseguiu ser Frank Miller até que rasgou e abriu Will Eisner e Johnny Craig e Bernie Krigstein e todas as outras malditas coisas em que ele colocou suas mãos – e descobriu como funcionavam. Você vai ler e apontar e anotar e olhar fixamente pra essas coisas até nunca mais querer vê-las de novo (o efeito se desfaz em uns dez anos).
Você no momento tem quatro ferramentas-extra disponíveis consigo. E pode se considerar sortudo pra cacete por tê-las, porque elas não estavam por aí quando eu era um garoto, vivendo numa vala ao lado da estrada.
São livros.
QUADRINHOS E ARTE SEQÜENCIAL [COMICS AND SEQUENTIAL ART] e GRAPHIC STORYTELLING de Will Eisner. Will Eisner é com certeza o maior inovador ainda vivo do formato Ocidental, e eu diria que ele esqueceu mais sobre Quadrinhos do que a maioria do resto de nós sabe na realidade – mas ele não esqueceu, porque colocou nesses livros. Eles vão te fornecer muitas teorias para considerar, e conselhos para você pegar ou largar à medida que constrói sua própria abordagem, e eles também vão te ajudar a começar a escrever visualmente.
DESVENDANDO OS QUADRINHOS [UNDERSTANDING COMICS], de Scott McCloud, é uma boa e longa olhada em toda a mídia [de HQ], em escala global, esgueirando-se por dentro dela para mostrar a você o material bom. Eisner e McCloud são ambos escritores/desenhistas, então a experiência deles na mídia pode não ser a sua, mas são todos livros fascinantes e educativos.
WRITERS ON COMICS SCRIPTWRITING [ESCRITORES FALANDO DE ROTEIRIZAÇÃO DE QUADRINHOS] é um compêndio de entrevistas exclusivas com escritores de quadrinhos, cada qual acompanhada de uma amostra da sua escrita, tirada das páginas de roteiros originais. Foi publicado pela Titan Books em 1999 [Nota: não no Brasil, blé]. Os entrevistados incluem Garth Ennis, Frank Miller, Grant Morrison, Neil Gaiman e eu. Entenda, esses livros não são bíblias. São visões atentas e informadas sobre a mídia por pessoas que têm feito isso há mais tempo que você.
2. O FORMATO
Há duas maneiras geralmente aceitas de escrever um roteiro para quadrinhos. A primeira é o estilo desenvolvido por Stan Lee para escrever pencas de malditos gibis por mês. Quando deu o pontapé inicial na Marvel Comics nos anos 60, ele era muito por sua conta responsável por alimentar uma manada bem grande e crescente de desenhistas, em mais de meia dúzia de títulos por mês. QUARTETO FANTÁSTICO, HOMEM-ARANHA, OS VINGADORES, quaisquer gibis em que o DR. ESTRANHO e HOMEM DE FERRO e CAPITÃO AMÉRICA e todos aqueles outros personagens estivessem aparecendo... ele escrevia todos. Era uma produção heróica, uma explosão assustadora de poder criativo sustentado. Mas vai ficar claro que nenhum ser humano pode produzir essa quantidade de roteiro completo [full script] dentro daqueles prazos – e ele estava editando a maldita linha de revistas também, lembre-se.
(Suspeito que haja um livro sobre esses primeiros dias da Marvel que precisa ser escrito – sempre me pareceu ser o Velho Oeste das publicações de quadrinhos; homens estranhos de meia-idade batendo sem parar nas teclas e pranchetas noite adentro, sendo capazes de suportar-se tempo suficiente para produzir esse monte de trabalho seminal, destruidor da saúde.) Então Stan Lee desenvolveu o que chamamos hoje de Marvel-style [estilo Marvel]. Isso envolve primeiro separar a história em prosa, muito rusticamente, deixando para o artista interpretá-la, traduzi-la em quadrinhos desenhados. Essa fase é chamada de Plot [Argumento], e normalmente se parece com isso:
PÁGINA UMMad Joe Babymaker ["Zé Maluco Faz-Neném"] abre com um empurrão a porta da cabana, usando seu uniforme roubado da polícia, armado com seu diaparador de pregos e carregando sua sacola de testículos decepados. Dentro da cabana, na cama improvisada feita de caixotes e pessoas galesas, sua bela esposa e assassina psicótica Silky ["Sedosa"] está violentamente cavalgando Kurt Busiek [Nota: famoso roteirista de super-heróis]. Mad Jack liga com um tranco seu disparador de pregos – o cano gira em velocidade num zumbido horrível. Ele está mortiferamente enraivecido. "Kurt," ele diz. "Eu tenho negócio a resorver contigo, seu bastardo manchado de bebida suja."
Sim, você está certo. Essa página de argumento foi mesmo tirada do novo título de Rob Liefeld, YOUNGBLOOD; SHAG ME BACKWARDS, A NEW GENERATION BABY [YOUNGBLOOD; ME COME POR TRÁS, UMA MINA DA NOVA GERAÇÃO]. Desculpe por isso, Rob.
Mas você pegou a idéia. Você transmite o que precisa acontecer em cada página para o desenhista, que então interpreta isso. Estou cuidadosamente usando essa palavra, "interpretar". Desenhistas não são como você e eu. Os cérebros deles não têm a fiação montada da mesma forma. Para usar meu exemplo favorito, um exemplo da vida real -– onde você vê uma cena com dois personagens conversando entre si, explicando partes cruciais do enredo e construindo sua personalidade, um artista pode ver a oportunidade para uma imagem muito muito grande de um dinossauro. Quer dizer, se você estiver trabalhando com George Pérez, você tem cobertura. George é um excelente contador de histórias. George vai cuidar de você e na realidade vai fazer você parecer melhor do que você é de verdade, como descobri. Mas vamos encarar os fatos. George é ocupado e as chances são boas de você conseguir [trabalhar com] o Caipira [Hillbilly Guy]. O Caipira tem três olhos, está fodendo a mãe, a prima e a irmã e são todas a mesma mulher, e ele acha que troncos e esquilos mortos são realmente 'bunitu'.
Então eventualmente a redação editorial vai mandar pra você a arte para completar a segunda fase do seu trabalho. Essa fase, confusamente, é chamada Roteiro [Script]. Aqui, você tem de escrever o diálogo, casando-o com a arte. Aí é que a dor do Marvel-style penetra na pele. Na Página Um, você planejou a revelação que Silky Babymaker estava dando uma com Kurt, o terror da bebedeira-de-cerveja-caseira-dos-sete-mares-e-banheiros-externos de todos os lugares. Mas o Caipira te deu uma página de imagens belamente representadas por troncos com cortes em talhos, esquilos mortos pendurados em toda volta. Ah, merda, você diz. Ah, merda.
Mas você tem de colocar diálogo nisso de qualquer forma. De fato, com mais freqüência que se espera, você precisa marcar na fotocópia da arte onde o diálogo deve ir. Considera-se de certa ajuda se você numerar cada pedaço de diálogo seqüencialmente, e casar esses números com os que você colocou nas indicações da arte. Então se a primeira fala é Silky berrando "Oh meu Deus! Eu só caí em cima dele, sério!", então você desenha um balão vindo da boca da moça com um número 1 nele, e a primeira fala do roteiro dessa página diz:
SILKY 1; "OH MEU DEUS! EU SÓ CAÍ EM CIMA DELE, SÉRIO!"
Cristo, mais de mil palavras já. Continua na edição seguinte.
créditos: angelfire.com

domingo, 27 de setembro de 2009

Dica de livro: "Porque a s coisas nunca dão certo"


Por João Deyvid;




Ou "O Princípio de Peter Passado a Limpo" (de Laurence J. Peter ) este é um dos meus livros de cabeceira favoritos, uma obra que com certeza se destaca das outras em seu gênero, o livra traz a tona a revelação do Princípio de peter: " Numa hierarquia, todo indivíduo tende a atingir o seu nível de incompetência", é com essa premissa que adentramos numa análise filosófica da incompetência humana, Laurence J. Peter aborda de forma irônica e por vezes divertida, várias facetas de nossa imcompetência em diferentes setores da sociedade, seja no campo social, militar, político, educacional e etc; Uma vez entendido o princípio de Peter, torna-se perceptivel o caminho da incompetência e os modos de evitá-la, o próprio escritor descreve sua fuga da constante incompetência no meio hierarquico (sempre com bom humor). Dentre os vários exemplos trazidos no livro, o capítulo Inteligência militar-que traz o slogan "Uma contradição em termos- é com certeza o que mais rende boas risadas. Filosofia, história, cultura e bom humor são os ingredientes deste grande livro.








Recomendo a todos!!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Tecnologia Celestial (parte 1)


Por: João Deyvid;







A bíblia é com certeza o livro mais popular do mundo, mas o número de pessoas que a lêem por completo tentando entender seu conteúdo (histórico, filosófico, científico ou religioso) é muito reduzido. Por isso muita coisa se perde na interpretação bíblica (como a africanidade da mesma-vide matéria o Negro na bíblia). Um bom exemplo desse desperdício de informação é o fato da bíblia trazer em seus textos a mais de 2.000 anos a informação de que a terra é redonda "Isaías 40:22" (a palavra usada para redondeza nesse caso é hügh que em português seria esfera, arca ou abóbada ) e que pairava sem sustentação no espaço "Jó 26:7".

Agora levemos em consideração toda tecnologia que o ser humano foi capaz de imaginar ou criar, seguindo o preceito de que o Criador possui um intelecto infinitamente superior ao do ser humano "I Corintios 3:18 a 23" Qual tipo de tecnologia é usada pelos seres celestiais? O milenar livro nos responde esta pergunta:
Quem não lembra dos famosos sabres de luz de "Guerra nas estrelas", pois eles estão presentes na bíblia, não com o mesmo nome concebido por George Lucas é claro; mas com descrição bem semelhante, segundo o livro de Gênesis os Querubins (anjos de guarda) empunhavam espadas que se revolviam com um tipo de chama (Gn 3:24)


Já no livro de II Reis "2:11" o profeta Elias é visitado por um veículo incomum (inexistente na terra) mandado por Deus, este veículo voa, se assemelha a uma carruagem ou carro, brilha como fogo e deixa um redemoinho ao se deslocar.

Outra parte bastante interessante/intrigante é a descrição da Nova Jerusalém, a cidade santa, o livro de Apocalipse "Ap 21:16 ao 22" dá detalhes muito precisos de sua forma e funcionalidade, segundo os versos bíblicos a cidade é de base quadrangular (podendo ser um grande cubo ou pirâmide), possui 144.000 mil côvados, o tamanho de doze mil estádios, o que daria 2.200 Km quadrados, João a descreva como uma cidade cintilante que possui capacidade de vôo, possui 3 grandes portais de cada lado, 12 portais ao todo, sendo cada portal feito de uma única pérola. é importantes ressaltar que o Apóstolo João viveu a 2.000 anos atrás, onde não havia nenhum tipo de maquinário semelhante ao nosso, então tudo que ele via de desconhecido tentava comparar comparar com algo mais semelhante possível para tornar inteligível a descrição.







João Deyvid, setembro de 2009.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Warren Ellis mostra novo preview de Planetary 27.

Ellis liberou mais imagens da tão esperada conclusão da melhor série em qudrinhos desde Watchmen.






dessa vez são 6 páginas:




Aqui link com as páginas em tamanho maior